A visita do Pe. Luis Ignacio Rois Alonso, OMI (Chicho, como normalmente o chamamos), é a primeira de um Superior Geral a esta nova unidade, a Província Cruz del Sur, na Região da América Latina.
No início de dezembro de 2025, o Padre Geral iniciou o que chamou de “peregrinação de esperança” por essa província, que integra as comunidades oblatas da Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai. As viagens de um Padre Geral a uma província são um momento de graça e renovação. Esta visita insere-se no centenário da presença oblata no Paraguai e na preparação do bicentenário da aprovação das Constituições e Regras da Congregação, e procura fortalecer a identidade dos oblatos como “peregrinos da esperança em comunhão”.
Nesses encontros comunitários ou pessoais, o Padre Geral pede a cada um que lhe conte como está vivendo a missão oblata, quais são os desafios e também como se vê daqui a dez anos. São perguntas específicas da nossa missão OMI que nos indicam o para quê, o porquê e o que será.
Desafios identificados na missão
Ao longo de sua jornada e por meio de suas mensagens, vários desafios cruciais para a Província Cruz del Sur e para a Congregação em geral foram delineados:
· Leitura dos sinais de esperança: o principal desafio consiste na capacidade dos missionários de “ler os sinais da presença oculta de Deus” nas dificuldades cotidianas das pessoas. Enfatizou-se que são os mais pobres que devem ensinar o caminho da esperança aos próprios consagrados.
· Agradecer e pedir perdão pelos erros cometidos: no Santuário de Caacupé, durante as comemorações do centenário da presença oblata, recordou-se a fala dos indígenas que diziam: “Os Oblatos nos salvaram” (durante a Guerra do Chaco, no Paraguai). Por outro lado, como oblatos, devemos reconhecer que os indígenas nos salvaram, dando sentido à nossa presença, sempre em um contexto de reconhecimento dos erros que possam ter sido cometidos.
· Fortalecimento da comunhão: em uma nova província, com apenas oito anos de história e que abrange quatro nações com realidades sociopolíticas diversas, o desafio continua sendo avançar juntos como missionários em um «mundo tocado pelo amor de Deus», mantendo a unidade interna e a colaboração com o laicato oblato.
· Fidelidade em tempos de mudança: foi pedido às comunidades oblatas que invoquem a intercessão de seu fundador, Santo Eugênio de Mazenod, para permanecerem fiéis e unidas à missão confiada, em um contexto global complexo. Isso se alcança por meio da vida comunitária apostólica, segundo o espírito de nossas CCRR, e da perseverança como missionários.
· Missão com a juventude: o trabalho missionário é um eixo transversal na juventude oblata e entre os leigos. O objetivo é que os jovens não apenas recebam, mas também sejam protagonistas da evangelização, sob a proteção de Maria. Insiste-se que o trabalho missionário deve ser atraente e autêntico para os jovens que sentem a vocação de consagrar sua vida ao Evangelho como missionários dos pobres.
Pe. Jorge Albergati, OMI
Conselheiro Geral da América Latina
Tradução: Pe. Cleber W. L. Pombal, OMI
