Psicologia do Desenvolvimento

Escrito em 29/04/2021
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Como sabemos o desenvolvimento é um processo constante do ser humano, visando o todo que ele é, e potencializando os seus detalhes diários de cada dia. O desenvolvimento é amadurecimento que se dá de forma aspiral possibilitando que voltemos em pontos deferentes. O desenvolvimento visa adquirir uma boa liberdade pautada pela alteridade, ou seja, em relação com Deus, comigo mesmo e com o outro.

Porém, devemos tomar consciência que não estamos imunizados dos conflitos, até porque, na relação se pode também causar tensão para com o outro. Tudo isso requer disponibilidade de querer percorrer esse caminho de desenvolvimento, de humanização, de divinização do Ser, de configuração do EU e do NÓS, com o divino e o sagrado.

Por isso, a necessidade de evoluirmos constantemente nos estágios do discipulado. Somos chamados a seguir Jesus integrando tudo, sem precisar deixar nada fora. É a grande tarefa de integrar mente, coração, vontade, necessidade, atitudes e valores. Jesus é o Mestre que caminha, mostra os valores com seu estilo de vida. Ele não acolhe os perfeitos; Ele se faz acompanhante em três momentos interligados. Jesus chama, forma e envia. Ninguém está pronto quando chamado. Jesus chama os vocacionados à Vida Religiosa Consagrada a um caminho de vida em plenitude.

Por isso, para nós como Vida Religiosa, precisamos refletir sobre este tema não para nos humilhar ou condenar-nos, mas para compreendermos melhor, uma tomada de consciência na nossa realidade e na medida do possível modificarmos nossas atitudes, comportamentos e sermos cada vez mais coerentes com nossa opção de vida e com os valores que proclamamos! Como vimos a ausência ou insuficiência de amor, sobretudo na infância, gera carência afetiva. No estado de carência afetiva a pessoa tende a relacionar-se com o outro não por aquilo que ela é, mas tendo em vista apenas a gratificação de si mesma. Ela tem intensa fome de afeto, carinho, e de atenção constante como se faz uma criança pequena. Ela busca constantemente manifestações concretas de afeto. Na nossa opção vocacional a confiança básica nas relações com o próximo e com o mundo, tendo como ponto de partida o amor, a aceitação, a gratuidade e a entrega afetiva e efetiva a Deus. Isso gera uma relação de abertura, crescimento e cura interior. A Vida Religiosa precisa de pessoas que aceitem a sua própria individualidade, assumindo a identidade como homem, ou como mulher consagrados, realizando-se numa missão ou estado de vida que lhe dê alegria, satisfação e maturidade. Um religioso desconfiado dificulta e impossibilita a doação de si e de toda a sua opção vocacional.

Pe. Kleber Farias, OMI

Coordenador Nacional do SAV